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Ficar em uma versão antiga do Kubernetes multiplica por seis a cobrança por cluster no EKS
A AWS cobra US$ 0,10 por hora por cluster no suporte padrão e US$ 0,60 no suporte estendido, que começa 14 meses após o lançamento de cada versão. É a cobrança do plano de controle, não dos nós, mas ela é paga por cluster e todo mês. Adiar a atualização tem um custo: você paga mais caro para ficar parado.

Como é cobrado
Cada versão do Kubernetes no EKS tem 14 meses de suporte padrão a partir do lançamento e depois 12 meses de suporte estendido: 26 meses no total. O preço do suporte estendido vale desde abril de 2024. O valor cobre o plano de controle; nós, discos, endereços IPv4 e o tráfego entre zonas são pagos à parte.
Com cerca de 730 horas por mês, um cluster no suporte padrão custa uns US$ 73 mensais de plano de controle e, no suporte estendido, uns US$ 438. A diferença, de cerca de US$ 365 por mês, se repete em cada cluster: produção, staging, desenvolvimento e qualquer outro que tenha ficado ligado. A AWS dá o próprio exemplo: um cluster que passa os 26 meses sem atualização custa em média uns US$ 0,33 por hora.
Por que as equipes adiam
Atualizar o Kubernetes dá trabalho: revisar as APIs que serão removidas, testar os add-ons e os controladores com a nova versão e avançar uma versão por vez. Quando esse trabalho não está atribuído a ninguém, o cluster fica onde está e o suporte estendido chega sozinho.
Em um cluster grande, a sobretaxa pode ser pequena perto do que custam os nós. Mas é um sinal: se uma versão entrou em suporte estendido, a equipe não tem um ciclo de atualização. E a cada mês que passa, a distância até uma versão com suporte cresce e o salto fica mais caro.