Blog · Sistemas legados
O SQL Server 2016 saiu do suporte em julho. O Windows Server 2016 sai em 12 de janeiro
A Microsoft encerrou o suporte estendido do SQL Server 2016 em 15 de julho de 2026, e o do Windows Server 2016 termina em 12 de janeiro de 2027. A partir dessas datas, as correções de segurança chegam só pelo programa de Atualizações de Segurança Estendidas (ESU), que é pago fora do Azure. Tudo continua funcionando no dia seguinte; o que muda é quem paga para continuar seguro.

O que a Microsoft diz sobre cada produto
Para o SQL Server 2016, a página de ciclo de vida marca o fim do suporte estendido em 15 de julho de 2026, o mesmo dia em que o Service Pack 3 deixou de ter suporte. Logo abaixo, lista três anos de ESU: o primeiro vai de 15 de julho de 2026 a 13 de julho de 2027, e o terceiro termina em 17 de julho de 2029.
O Windows Server 2016 aparece entre os produtos cujo suporte termina em 12 de janeiro de 2027, junto com o Hyper-V Server 2016, o IIS 10 no Windows Server 2016 e o .NET Framework 4.6.2. A página da Microsoft sobre atualizações estendidas indica que as ESU do Windows Server 2016 começam nesse mesmo dia.
Para os produtos que chegam ao fim do suporte, a Microsoft esclarece que não há mais atualizações de segurança, nem outras correções, nem assistência técnica gratuita ou paga.
O que as ESU cobrem e o que não cobrem
Segundo as perguntas frequentes da Microsoft, as ESU são uma opção paga de último recurso, pensada como uma ponte temporária enquanto a migração acontece. Incluem apenas atualizações de segurança críticas ou importantes, por até três anos após o fim do suporte estendido. Não acrescentam recursos, não trazem correções que não sejam de segurança e não incluem suporte técnico.
Fora do Azure, são compradas por licenciamento por volume ou pelo Azure Arc; no caso do Windows Server, exigem Software Assurance ativo ou licenças por assinatura. Em máquinas virtuais do Azure, não têm custo adicional.
Por que vale a pena decidir antes da data
Um servidor sem patches não cai: continua atendendo usuários enquanto acumula vulnerabilidades conhecidas. As ESU compram tempo, mas têm custo e data de fim. O trabalho de fundo continua o mesmo: saber o que roda nessas versões, testar tudo em uma versão com suporte e migrar.