Blog · Picos de tráfego
Em três dias de Hot Sale, metade das empresas vendeu o mesmo que em três semanas
O Hot Sale 2026, maior evento de vendas online da Argentina, faturou ARS 673 bilhões e passou de 6 milhões de pedidos, segundo a CACE, câmara de comércio eletrônico do país. Metade das empresas participantes declarou ter vendido nesses três dias o mesmo que em três semanas de abril, ou mais. Feita a conta pela média, para essas empresas cada hora de site fora do ar pesa como umas sete horas de vendas de um dia comum.

Os números do evento
O faturamento cresceu 19% em relação a 2025, um aumento nominal que ficou abaixo da inflação do período, estimada em torno de 32%, segundo o jornal argentino La Nación. Os pedidos cresceram 5% e o tíquete médio foi de ARS 109.780, 13% a mais que no ano anterior. O site oficial recebeu quase 10 milhões de visitas.
Dois dados da CACE descrevem o formato do pico: 93,4% das compras foram feitas pelo celular, e a atividade cresceu a partir das 18h até o ponto mais alto, entre 22h e 23h.
O que isso significa para a infraestrutura
Três semanas de vendas em três dias são, em média, sete vezes o ritmo de um dia normal. E a média fica aquém: a demanda não se distribui por igual, ela se concentra à noite. O horário de pico de um evento assim pode ficar muito acima do que o sistema vê em qualquer outra hora do ano.
Por isso, um site dimensionado para o dia a dia não tem margem. Se ele cai numa terça à tarde, você perde uma hora de vendas; se cai às 22h de um Hot Sale, você perde várias horas de vendas de um dia comum. O mesmo vale para o que está por trás da loja: pagamentos, estoque, e-mails de confirmação e logística sofrem o mesmo impacto.